terça-feira, 3 de setembro de 2013

sábado, 27 de julho de 2013

Diz assim no horóscopo do Sapo...

     "Este é um período de evocação do passado. Como tal, o seu lado conservador virá ao de cima, bem como o apego às tradições com as quais viveu."

     Engoli em seco :(


     

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Como somos especiais...


Gato visita todos os dias a sepultura do dono e deixa-lhe prendas

Gato visita todos os dias a sepultura do dono e deixa-lhe prendas
Na eterna discussão entre os amantes de cães e de gatos, os primeiros argumentam sempre que a fidelidade faz dos cães os melhores amigos do homem. Pois bem, Toldo, um gato de três anos do norte de Itália, pode agora ser apresentado como argumento para os defensores dos felinos.


Desde que o seu dono, Iozzelli Renzo, morreu, aos 71 anos, a 22 de Setembro de 2011, Toldo visita diariamente a sepultura de Iozzelli e deixa-lhe pequenos presentes como ramos, folhas e copos de plástico.

A viúva de Iozzelli, Ada, disse ao Corriere Fiorentino que logo um dia após o funeral encontrou um ramo de acácia na sepultura. «Imediatamente pensei que tinha sido o gato, mas a minha filha disse que não podia ser», referiu.

«Ainda hoje, fui ao cemitério com o Toldo. Quando regressava, uma pessoa disse-me que ele já lá tinha estado esta manhã», acrescentou.

Ada indicou que o seu falecido marido e o gato tinham uma ligação muito forte desde que adoptou o «bichano» quando este tinha poucos meses
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In Diário Digital

domingo, 6 de janeiro de 2013

Domingo e obras...

Alguém me consegue explicar: porque é que vizinhos gostam de fazer barulho com o berbequim aos domingos???


Está uma pessoa a tentar trabalhar e não consegue!! 

Bolo-rei de chocolate...

Como gulosa que sou, gosto muito de bolo-rei de chocolate... este ano voltei ao Pão de Mel mas não fiquei tão satisfeita como no ano passado... acho que fui enganada!!
Assim, comprei um bolo-rei desmanchado para celebrar o dia de Reis... mas não é a mesma coisa!
Se alguém souber de uma pastelaria fantástica onde o bolo-rei de chocolate seja mesmo delicioso... miem!!

Novo ano...

Espero que o 2013 se encarregue de vos dar tudo aquilo que o 2012 se esqueceu... 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


DIA INTERNACIONAL DO PROFESSOR - Os professores, por José Luís Peixoto
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios
 José Luís Peixoto

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.



O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.

O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.

Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.

Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.

Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.

Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.

José Luís Peixoto, revista Visão